Em Busca do Tempo Perdido


Quando reavalio aquilo que outrora fui na minha saudosa infância em Bissau desperta-me sempre um sentimento de gozo indescritível. Delicio-me imenso com este reencontro pelo passado visceralmente presente na minha memória. Era uma criança genuína, que nunca criou grandes transtornos aos meus familiares. Tinha um cadastro imune de suspeitas e praticamente impoluto. Procurava na medida do possível comportar-me bem, e conseguia fazê-lo estoicamente, apesar de pontuais deslizes que de vez em quando surgiam pelo percurso. 

Por "ansiedade da experiência" tenho perdido algumas excelentes características que dispunha na infância – muitas vezes a idade é o pior inimigo do Homem. Quero libertar-me totalmente das amarras e máscaras de adultos. Voltar, sem qualquer tipo de preconceitos, à idade da inocência e continuar assim para o resto da vida. Espero, de facto, que DEUS me ajude a concretizar este almejado intento.